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terça-feira, 21 de abril de 2009

Business Intelligence

Hoje vou falar-vos de uma tecnologia que muito me tem surpreendido no mundo tecnológico: Business Intelligence.

Estava a ler uma artigo da CXO e fiquei surpreendido com a informação transmitida por esse mesmo artigo: "Empresas confusas com ferramentas de BI".

O objectivo - pelo menos na minha opinião - do BI é precisamente facilitar a análise da informação, colaborar com as direcções operacionais no sentido de prever um pouco as tendências, reportar às administrações e também concentrar toda a informação operacional, financeira e de outro cariz (tecnológico ou outros) num único local.

Como já vos expliquei o nosso Grupo é constituido por vários negócios cada um deles com o seu software operacional (aka software vertical) e implementámos um ERP (que falarei mais tarde).
No entanto na implementação do ERP só nos preocupamos com os interfaces para facilitarem o trabalho contabilistico deixando um pouco de parte alguns dados operacionais.

Porquê?

Hoje em dia fala-se muito de BI, mas fala-se numa perspectiva da aplicação ou seja o PHC tem um ferramenta de BI, qualquer um dos softwares hoteleiros têm ferramentas de BI, mas apenas vocacionados ao software vertical.

Nós queríamos mais, queríamos uma plataforma que concentrasse toda essa informação das diversas áreas de negócio e analisá-la a partir daí.

O nosso parceiro foi a WorldVision Consulting, e o produto foi o SQL Entreprise Edition 2008 com as ferramentas de Analysis Services, Reporting Services e Integration Services.
Escolhemos esta solução porque em termos de licenciamento não teríamos custos acrescidos, ou seja todas estas ferramentas estão incluídas no License Agreement da Microsoft e portanto não tivemos que adquirir produtos como o PerformancePoint ou o SAP Business Objects ou a Microstrategy (como exemplos).

Os reports do Reporting Services têm sido bastante utilizados e a exploração do cubo apartir do Excel 2007 também tem adeptos, muito embora seja neste nível que os utilizadores ainda terão que ser formados, já que por vezes tentam analisar dimensões não relacionadas e os resultados se tornam caricatos...

O resultado final foi atingido em todo a linha, tem sido uma experiência espectacular, a administração ficou muito satisfeita com os resultados e em termos operacionais também houve excelente feedback. Isto já para não falar na área financeira que tem ferramentas essenciais para análise.

Software para Hotéis

Nas diversas áreas de negócio em que o meu Grupo está inserido, uma das que traz mais desafios no ponto de vista tecnológico é sem dúvida a Hotelaria.

Temos diversas unidades hoteleiras quer em Portugal quer no Brasil e todas elas com as suas características únicas e tão especiais.

Desde um Hotel de uma cadeia internacional, a uma unidade hoteleira de alugueres, a pequenos hotéis e pousadas no Brasil.

Curiosamente cada um deles tem software diferente, quer no Front-Office quer no Back-Office.

Vou analisar muito sucintamente cada um deles:

Opera (Micros Fidelio)
NewHotel (NewHotel)
Visual Hotel (CM Soluções)

Opera, qualquer General Manager hoteleiro quererá ter este software na sua unidade hoteleira é o Ferrari dos softwares hoteleiros e todos com quem mantenho contacto consideram-no um software de eleição. No meu ponto de vista é de facto muito bom, no entanto parece-me que o preço quer do licenciamento quer dos equipamentos e a respectiva manutenção o tornam demasiado honoroso e por conseguinte não o aconselharía como primeira escolha. Até porque alguns concorrentes já tem quase a mesma qualidade e muito melhor suporte.

NewHotel, é um software interessante, não é muito dispendioso, traz características interessantes, parece-me que o produto ainda requer algum amadurecimento, mas também pode ser só a minha opinião. Este foi o produto que aplicámos nos alugueres e não numa unidade hoteleira convencional, daí que houve algumas questões que não tiveram aquela resposta que desejamos, mas talvez se a realidade fosse um hotel convencional talvez esteja adequado.

Visual Hotel, é sem dúvida uma aplicação surpreendente, a relação preço vs. qualidade parece-me a mais adequada e é um software bastante completo que no FO como no BO. Responde a todas as questões legais e obrigatórias, tem características interessantes capazes de responder aos requisitos diários e de previsão dos directores hoteleiros e está preparado para o desafio inerente à constante evolução do mercado hoteleiro. O Suporte também é bom e responde rapidamente aos pedidos de auxilio.

Em suma esta é apenas uma perspectiva muito generalista destes softwares hoteleiros, correspondem tão somente à minha opinião e experiência.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Respondendo a "Deve existir um director para IT?"

No blog O dia-a-dia de um informático - O Márcio Salmeirão escreve neste "Blog sobre o dia-a-dia de um informática, que gosta de falar de tudo e as vezes de ICT." Tenho lido alguns artigos que tenho gostado mas sobre este post "Deve existir um director para IT?", gostaría de comentá-lo.

"Deve existir um director para IT?" Neste artigo o Márcio fala sobre a necessidade ou não de existir um Director de IT (CIO) numa empresa e a opinião dele é clara, ele não acha necessário haver esta função.

Esta visão é claramente minimalista e as razões que invoca são claramente pouco esclarecidas.

Na minha opinião, o IT é hoje em dia uma das operações chave de uma empresa, tal como a área financeira, recursos humanos, vendas, comercial e marketing. Aliás mais importante até que algumas destas áreas.

Numa perspectiva também minimalista é mais económico fazer outsourcing de recursos humanos e contabilidade(financeira) do que de IT. E estes processos, motores salariais e processos contabilisticos são muito standard, não têm grande margem de erro ou evolução...

Um director financeiro que tivesse também como função a área de IT apenas compraría aplicações, manutenções e soluções numa perspectiva financeira, numa perspectiva de redução de custos, o Director de IT conhece várias soluções e optará pela que tecnicamente, operacionalmente e economicamente for a melhor.

O trabalho do Director de IT é tão interessante e tão abrangente numa empresa que vários Directores de IT chegaram a Directores Gerais (CEO) de grandes empresas.

O Director de IT (CIO) tem que perceber de área financeira e contabilistica, é ele que vai gerir a solução de ERP ou a aplicação de contabilidade, portanto tem que perceber o que o Director Financeiro lhe transmite para desenvolver na aplicação, tem que perceber onde estão os erros e repará-los. Tesouraria, Orçamentação são áreas nas quais o Director de IT tem que ter conhecimentos.

O Director de IT tem que perceber de recursos humanos, também nesta área poderá influenciar o Director de RH na escolha da aplicação que melhor se enquadra na empresa ou a mantê-la, na área de avaliação poderá ser ele a desenvolver o modelo de avaliação quer seja em Excel ou noutra aplicação.

O Director de IT tem que perceber de vendas e marketing, porque na implementação da solução de CRM terá que estar enquadrado no negócio por forma a poder concretizá-lo na aplicação. É o Director de IT que tornará a exposição da empresa pública em Sites ou melhorará a interacção com o cliente desenvolvendo Portais para esse objectivo.

O Director de IT tem que conhecer todas as operações da empresa/grupo quer estejamos a falar um grupo de várias empresas com as mais distintas áreas de negócio. No meu caso hotelaria, turismo, golf, gás, manutenção, gestão de clientes, construção, imobiliária, entre outras...

E no final de contas o Director de IT também (quando é preciso) instala computadores, dá continuidade ao negócio suportando a rede e os sistemas entre outras funções tão interessantes da nossa área.

Á pergunta que o Márcio coloca só posso responder Sim, é extremamente importante haver um Director de IT na empresa. Penso que através das minhas explicações reconhecerão que é vital.

Talvez o Director de IT da palestra na qual o Márcio participou não tenha o perfil adequado, respondendo à questão da necessidade da direcção de IT, a minha direcção é importante por tudo o que expliquei anteriormente e porque o Conselho de Administração confia no meu trabalho para que a empresa esteja preparada para todos os desafios que os restantes Directores possam colocar quer operacionalmente quer tecnologicamente.

É todo este enquadramento que me faz ser muito feliz profissionalmente por ser um Director de IT.


domingo, 14 de dezembro de 2008

A importância de um software de Inventariação/HelpDesk para um CIO

Parece-me evidente que um software desta natureza é essencial para um director de TI, mas nem sempre isso é assim.

Posso dizer-vos da experiência que tenho com estes softwares que sempre me pareceram essenciais para a análise do dia-a-dia.
Importantes porque por um lado podemos avaliar o trabalho dos técnicos, podemos avaliar a divisão do trabalho do HelpDesk pelos diversos departamentos a inventariação é essencial para aquisição de hardware para prepararmos para um contrato de licenciamento, enfim existem diversos motivos pelos quais acho essencial este tipo de software numa organização.

A primeira instalação com que trabalhei foi um programa baseado no Outlook completamente gratuito, desenvolvi bastante esta ferramenta (experiência que descrevo nos meus livros).

Depois trabalhei com o Track-IT que era uma aplicação bem mais interessante mas o preço do licenciamento era bastante elevado.

Mais recentemente trabalho com o software SysAid da Illient e acho-o excelente, completo, sempre em evolução e acima de tudo com um preço bastante baixo.
Para pequenas empresas (até 100 colaboradores) é até gratuito.
http://www.ilient.com/free-help-desk-software.htm
Este software segue a maior parte das normas de ITIL e apresenta vários tipos de relatórios.